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  • E quando chegamos do México...

    De Curitiba, foram 4 os jovens que participaram da Escola de Verão México 2014. Michelin, funcionária da Anpecom, relatou como estão difundindo a experiência feita. 


    “Nos dias 03 e 13 de setembro eu (Michelin Schiessl), Dariene Tedesko, Rafaela Tortelli e Murilo Freitas fizemos uma breve apresentação para alguns empresários aderentes de EdC e jovens sobre como foi a Escola de Verão no México. Foi tudo organizado rapidamente e não só por nós 4, mas contamos com a ajuda de muitos outros jovens do Brasil e de outros países, pois cada um contribuiu com uma frase ou uma simples mensagem de boa sorte. Sentimos muito forte a presença de cada um naquela apresentação.
    Contamos tudo, foi praticamente uma aula, mas sem os professores, uma aula administrada por nós jovens, maravilhados com a Economia de Comunhão, onde descobrimos que o nosso trabalho é um contínuo diálogo com o outro, fazendo com que entendam que o empresário de EdC ou jovem de EdC é aquele que sente que ajuda o outro e o outro sente que ajuda você, é essa reciprocidade entre as partes, onde a economia se torna mais humana.
    Começamos a apresentação contando que tudo se realizou na Mariápolis El Diamante no México no Estado de Puebla. Foram 5 dias de escola e estavam presentes 60 pessoas de vários países como Estados Unidos, Canadá, México, Honduras, Panamá, Costa Rica, Colômbia, Argentina, Brasil e Equador, e ainda da França, Suíça e Itália, entre os quais, estudantes, empresários e especialistas na EdC. Muitos não sabiam o que era EdC, o que tornou a escola mais interessante surgindo perguntas, questionamentos...
    A escola tinha como objetivo aprofundar os diversos aspectos da teoria e da prática desse projeto econômico. Logo no inicio da aula Luigino Bruni, Coordenador da Comissão Internacional da EdC,  disse: «Aqui não existem professores e alunos, mas pessoas que aprendem umas das outras, na comunhão». A primeira atividade foi dividir-se em grupos misturando os países, o que facilitou muito o diálogo. Em cada grupo ficava um empresário ou um professor para poder tirar dúvidas e contar algumas experiências. Os almoços eram feitos em grupos, aproveitando para se conhecer melhor mesmo se não falávamos o mesmo idioma: a experiência ficou ainda mais interessante, pois um ajudava o outro e assim nos entendíamos. 
    Tivemos momentos marcantes com experiências contadas por empresários de vários países, um deles falou-nos como superar as dificuldades: devemos abraçar as dificuldades do dia-a-dia, descobrir o que podemos aprender com elas, e que devemos estar 100% no momento presente, não vivermos este momento e ficarmos com a cabeça em outro lugar. Ele falava ainda que devemos sair da nossa dor e ir ao encontro da dor do outro
    Discutimos temas os tipos de pobreza. Entre outras coisas, conversamos sobre quem são nossos pobres: são nossos irmãos. Não podemos ser particularistas, mas saber trabalhar na medida certa e devemos também sempre estar inovando, ter criatividade que seja acessível a famílias pobres, mas também não se sai da pobreza se não com as próprias pernas. A pobreza não é só a falta de dinheiro é, muitas vezes, a falta de diálogo entre as pessoas ou um simples sorriso. Em seguida, fizemos um vídeo de um minuto, exemplificando a experiência de algum integrante do grupo relacionada à pobreza.
    Em outro momento fizemos uma atividade onde deveríamos escrever nossos sonhos e nos deram algumas perguntas: Como você se imagina daqui a 5 anos? Quais serão os desafios para realizar o seu sonho? O que você pode fazer para passar por esses desafios?... Foi uma atividade bem difícil, não é tão simples colocar nossos sonhos num papel... Depois nos grupos houve o momento de diálogo, sugestões, novas visões para que este sonho se torne realidade. E na sala que era para apenas uma pessoa do grupo contar o seu sonho, mas acabou que todos contaram, foi algo surpreendente ver que o sonho de muitos era particular, individualista e ali ia se tornando comunhão! E me veio em mente aquela frase “nós somos capazes de comunhão”. Foram sonhos de jovens que desejam um mundo de Economia de Comunhão
    No outro dia fizemos uma visita a Escola Santa Maria que atua no espírito da EdC. Testemunho do que é possível realizar num contexto de grande pobreza e degradação de todos os tipos. 
    Esta foi nossa apresentação em Curitiba: os jovens que estavam presentes adoraram e, assim como nós quando chegamos à escola, entenderam o que é a EdC. Depois, alguns contaram experiências que fazem no dia-dia e, emocionados, falaram que essas experiências são de Economia de Comunhão e que vão levar para frente esta idéia de EdC com um novo olhar.
    E nestes dois momentos, surgiu uma idéia: fazer uma escola de EdC de 2 dias, aqui em Curitiba, em novembro deste ano e convidamos cada um a participar desta aventura juntos, e eles confirmaram presença!"


     


     

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