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  • 25/08/2017

    Empresas de Economia de Comunhão superam recessão econômica

    Crise brasileira afeta empresas de vários segmentos, que encontraram na inovação o caminho para vencer esse momento


           O Brasil tem a pior recessão da história com a queda do Produto Interno Bruto (PIB), em 2016, de 3,6% em relação a 2015, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos os setores da economia tiveram números baixos. Em 2014, ainda segundo o IBGE, a indústria teve uma queda e os serviços cresceram; já em 2015, a indústria e os serviços apresentaram uma queda, o que se repetiu em 2016.
           A Volare Comunicação, uma empresa de Economia de Comunhão, localizada em Ponta Grossa (mais de 100km de Curitiba, no Paraná), viveu fortemente este momento de crise. Há 15 anos no mercado de publicidade e eventos, a empresa precisou se renovar com lançamentos de vários produtos, como mídias sociais e consultoria de marketing. “O mercado de publicidade foi um dos primeiros a ser cortado das companhias e assim várias que tinham contas fixas conosco reduziram consideravelmente seus investimentos. Mas mesmo com esses novos produtos e serviços percebíamos que o retorno estava bem longe do que precisávamos para manter nossa equipe de nove funcionários”, conta Wagnilda Minasi, sócia proprietária da Volare Comunicação. Ela e o seu sócio e marido, Elias Minasi, percebiam que precisavam de uma reestruturação para superar a crise, senão a empresa iria falir, e ainda viam a urgência para não se endividarem.
          Os dois funcionários mais antigos percebendo a situação pediram as contas, o que contribuiu justamente no momento em que a empresa tinha gastado grande parte do fluxo de caixa que mantinham por muitos anos. Em seguida, Wagnilda e Elias foram despedindo os demais funcionários. “O que nos confortava era que nossos funcionários eram admitidos por empresas grandes que eram nossos clientes”, comenta Wagnilda.
           A empresa familiar continuou com o casal e o filho mais velho, Tiago. E naquele momento a filha mais nova, Pauline, que não é do ramo, mas tem uma grande capacidade de organização financeira assumiu o trabalho de duas pessoas. Aos poucos o negócio voltou a deslanchar, desta vez na área de eventos. “Um cliente antigo que tinha parado de investir, nos procurou para assumirmos uma conta ainda maior. Passaram-se já dois anos e fomos crescendo novamente precisando, inclusive, recontratar um dos primeiros funcionários que havia pedido a conta e outro para a área de eventos”, conclui.
         A fisioterapeuta, Dariene Tedesko, proprietária da empresa QualyCorpore, em Curitiba (Paraná), também sentiu a crise quando algumas empresas atingidas pela recessão econômica cancelaram seus contratos. Com uma equipe de 19 profissionais, ela oferece serviços de consultoria em ergonomia, fisioterapia do trabalho, ginástica laboral, palestras e treinamentos relacionados à saúde e segurança do trabalhador e massagens. “Nosso trabalho visto por muitos como algo importante, porém não essencial em um período de crise dentro das organizações, por isso foi um momento de fortalecer a relação com os clientes que permaneceram nos esforçando para prestar um serviço cada vez melhor”, conta Dariene que viu uma oportunidade de inovar e buscar novos serviços. “Continuamos realizando um trabalho baseado na ética e honestidade e fechamos novos contratos, com empresas de segmentos que não estão sendo tão afetadas pela crise”, diz. Não houve um crescimento tão expressivo nos últimos anos, segundo Dariene, porém, a empresa se mantém em equilíbrio, já que não tiveram redução significativa no faturamento e quadro de funcionários.

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