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  • 30/11/2017

    Estudante de universidade de Paris faz estágio em empresa de EdC em São Paulo

    Ana Carolina colaborou no processo de exportação e importação da Magazine 25 de Março e ainda se aprofundou nos conceitos e valores da Economia de Comunhão


           A mineira, Ana Carolina Cardozo Diniz (20 anos), cursa o segundo ano de Administração e Comércio Exterior – Classe Xangai com foco na China, na Universidade Paris Est-Creteil (UPEC), em Paris (França), e no período de suas férias de verão fez estágio na empresa Magazine 25 de Março – rede de varejo de artigos para festas, em São Paulo. Sua atuação na Magazine contribuiu nos seus objetivos profissionais quanto ao curso que estuda. “Quero atuar em organizações que realizam o processo de importação e exportação, com foco nas negociações internacionais”, diz. Na área de estudos do processo de exportação de produtos, Ana Carolina colaborou no desenvolvimento da empresa de Economia de Comunhão (EdC) e, de quebra, se aprofundou nos princípios e valores da EdC.
           Para o empresário da Magazine 25 de Março, Bruno Oliveira, dar esse início ao processo de estágio em EdC dentro da empresa foi um desejo de acolher e dar oportunidade para os jovens se desenvolverem profissionalmente e pessoalmente por meio do contato com os valores da EdC. “Acredito que o processo de estágio seja para o empreendedor de EdC uma ferramenta para passar os valores aos seus colaboradores por meio do seu empenho com a formação dos jovens e da dinâmica e projetos criados pelos jovens dentro da empresa”, comenta ele, que viu grandes benefícios do período de Ana Carolina. “Foi uma experiência muito bem sucedida, porque ela teve tempo para se dedicar e realmente contribuir para a empresa dentro do que ela estuda, mas acima de tudo pode experimentar no dia a dia os valores de uma empresa baseada nos princípios da EdC”.
           “Tendo crescido e vivenciado através da minha família a vida comunitária no qual se pratica a transparência e a partilha para o bem comum, fiquei muito feliz de viver esta experiência fora da nossa comunidade”, comenta ela, que junto com a família, desde 1998, pertence à Comunidade Caminho Novo (Communauté du Chemin Neuf), que faz missões de evangelização.
           Em 2010, a família de Ana Carolina tomou a decisão de se engajar na Comunidade Caminho Novo e para isso se mudaram para a França, quando ela tinha 13 anos e seu irmão seis. Até 2016, passaram por uma formação espiritual, estudaram e tiveram um período de descobertas, aprendizagens e dificuldades para toda a família, desde o idioma até estudos e costumes do novo país, mas com o suporte pedagógico escolar e da vida comunitária conseguiram se adaptar. Em julho de 2016, a Comunidade pediu aos seus pais que retornassem para o Brasil para ajudar na casa da Comunidade em Divinópolis (oeste de Minas Gerais), e Ana permaneceu em uma casa de estudante da Comunidade em Paris para dar continuidade aos seus estudos.
           Nesse período na França, Ana Carolina teve a oportunidade de conviver com jovens franceses e se tornou inevitável observar as diferenças de valores e cultura. “Nós, brasileiros, temos uma educação centralizada e voltada para a família, na qual cultivamos a dependência emocional e muitas vezes financeira. Socialmente não somos motivados ao pensamento questionador e explorador, alimentando o vício social e politizado de dependência nacional. Entretanto, com a globalização e outros recursos, estamos em um progresso visível de crescimento cultural e educacional”, comenta ela que vê nas famílias francesas o estímulo à privacidade e à independência desde o início da adolescência e do processo de formação profissional. “Percebo jovens ainda imaturos e carentes de atenção e proteção familiar inseridos cruelmente no mundo social competitivo, o que leva alguns a depressão e até mesmo a atos extremos como o suicídio. Porém, podemos evidenciar jovens independentes desprendidos do comodismo, do sustento familiar visando a realização pessoal e profissional, buscando sempre conhecimentos além de suas fronteiras”, diz.
           Ana teve o seu primeiro contato com a Economia de Comunhão por meio de uma ação realizada pela Comunidade Caminho Novo e pelo Movimento dos Focolares, chamada Semana da Unidade dos Cristãos, em Divinópolis. Segundo ela, a EdC lhe mostrou que é possível uma proposta global, e que mesmo o país passando por um momento difícil, deve-se acreditar e procurar parcerias para novos caminhos igualitários. “A EdC vem exatamente nos embasar nesse processo, pois penso que essa nova cultura vem trazer uma nova formação humana e profissional de partilha e comunhão que tanto carece o Brasil e o mundo. Eu aprendi muito, tanto no estágio na Magazine quanto na EdC. Apreciei esta visão inovadora, em especial a integração e valorização nas relações humanas”, conclui.

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