Notícias

  • 06/12/2017

    Universidade em Guarapuava é palco da terceira escola de EdC

    Assuntos como os diversos tipos de pobreza, a indústria 4.0 e os bens relacionais foram tratados com acadêmicos, empresários e pessoas interessadas na Economia de Comunhão


           Cerca de 200 pessoas participaram da terceira Escola de Economia de Comunhão com o tema “Economia de Comunhão: farol de uma nova economia”, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, no Paraná, no dia 23 de novembro. Entre elas, estavam alunos, empresários de Guarapuava e cidades vizinhas e pessoas representando diversas instituições. Com o objetivo de apresentar a Economia de Comunhão (EdC) para a comunidade acadêmica e empresarial da cidade, foram abordados temas como: os diversos tipos de pobreza, a indústria 4.0, as empresas como novas plataformas para o desenvolvimento sustentável, os negócios de impacto social e com propósito e a inter-relação desses temas com a EdC. Marcelo Cassa, vice-presidente da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom); Luiz Benner, membro da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR) e da comissão da EdC de Curitiba; e Ana Amélia Nerone, advogada, coordenadora do evento e membro da comissão da EdC de Guarapuava comandaram os assuntos abordados.
           Para Ana Amélia Nerone, a EdC, conforme destacado no evento, é uma proposta de saída econômica que sinaliza esperança para o mundo. “A pobreza não é só econômica, mas afetiva, espiritual, de valores. E vemos que é essa pobreza que o mundo está vivendo. A EdC é tão completa pois a sua proposta não é só sanar a pobreza econômica, mas sanar também essa pobreza de valores que nos falta”, destaca a coordenadora que também acredita no investimento dos bens relacionais dentro das empresas. “Os bens relacionais devem ser contabilizados dentro da empresa e essa é a grande descoberta que a EdC revela para o mundo da economia, em especial. Porque vem dizer para os empresários e todos aqueles que estão inseridos na economia que é preciso investir num bem que é imaterial, mas também faz a diferença na hora de contabilizar os bens materiais, já que um funcionário que se sente amado certamente produzirá muito mais”.
           A pesquisa, intitulada “Economia de Comunhão e o Direito Cooperativo: entre a utopia e a esperança”, realizada por Ana Amélia Nerone na Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi a primeira no mundo a relacionar a EdC com o Direito. “Parece utópico pensar que possa existir o amor entre todos dentro de uma empresa, entre patrão e empregado, por exemplo. Mas quando se vê empresários colocando em prática o grande ideal proposto por Chiara Lubich (fundadora do Movimento dos Focolares e da EdC), então, deixa de ser utópico e passa a ser concreto. Precisa ter competência para colocar em prática a cultura da partilha e o investimento nos bens relacionais”, conclui.
           Essas escolas de EdC surgiram em Guarapuava por meio de um projeto de extensão sob a coordenação de Ana Amélia Nerone com temas diversos. Trata-se de um evento onde é apresentada a Economia de Comunhão para acadêmicos, empresários e toda a comunidade interessada. Após a primeira escola, deram início aos grupos de pesquisa sobre a EdC na universidade, o qual faziam parte estudantes interessados no assunto e empresários da cidade. Hoje, esses empresários colocam em prática todos os princípios da EdC. Desde então, acontecem as reuniões mensais da comissão de Guarapuava.

botão Voltar